Meta o verso no reverso.
Solte o Multiverso.
Metaverso no expresso,
do universo,
é o inverso.
Bater metas,
eu bato Zuckerberg.
Mas será que você,
que é tão esperto...
consegue fazer versos?
Meta o verso no reverso.
Solte o Multiverso.
Metaverso no expresso,
do universo,
é o inverso.
Bater metas,
eu bato Zuckerberg.
Mas será que você,
que é tão esperto...
consegue fazer versos?
Boa noite. Eu sou um neurótico em recuperação, e também faço parte desta irmandade. Preciso controlar a minha raiva. Já botei pra fora todos os capetas e demônios que habitavam o meu corpo, frequentei sessões de descarrego, passei um tempo agradável num SPA psiquiátrico, e outro numa pousada de reabilitação. Eu me confessei, meditei, fiz análise, e tomei remédios. Todo mundo disse: "Depois, você vai ficar melhor..." Mentira deslavada! Não fica! Você piora quando lhe tiram os seus brinquedinhos. Tire o doce da boca de uma criança e você vai ver a face da besta! Olhei no espelho e estava nu. Não foi bonito o que vi. Estávamos eu, a culpa, a mágoa, e o ressentimento. Espelho é lugar onde filho chora e mãe não vê. Travesseiro é testemunha ocular. Pro inferno tudo isso! Vinte quatro horas de paz e serenidade para todos.
O seu hobby é um tanto exótico... Ninguém lê mais nem as tirinhas do Planeta Diário! Exibe o peitoral, nele está contido o seu histórico de atleta! Quem sabe a Penthouse te convida para fazer umas fotos com o Jair Bolsonaro? Prefiro escrever, digo. Pois eu sou tímido e espalhafatoso, igual o Caetano. Espero não incomodar. Não incomoda, não. Só é estranho. Você acredita que eu paro no meio da rua para escrever bobagens como esta? Eu sou o máquina de escrever...
Começo imprevisível, final inexequível.
Para aquele que fica, o roteiro aqui é crível.
Não há nada de novo, nada de diferente.
Apenas um corpo a mais, caído em meio a toda gente.
O ouro e a prata, viram o cobre e a lata.
E o cão de raça, um famoso vira-lata.
Ontem o piloto de fuga, com o carro mais possante.
Hoje é só um meliante, autuado em flagrante.
Na estória onde o mocinho, morre, morre, no final.
Não há glamour nenhum, em ser capa de jornal.
No twist, no clímax, existe uma grade.
Um sonho de liberdade, um choro de saudade.
E o que fica, como uma herança.
Esse pranto de mãe, esse choro de criança.
Muda o artista, muda o roteirista.
O retrato é o mesmo, mudem o ponto de vista.
Só não é possível, mudar o cenário.
Sempre tem um mercenário, sonhando ser um milionário.
Na estória onde o mocinho, morre, morre, no final.
Não há glamour nenhum, em ser capa de jornal.
No twist, no clímax, existe uma grade.
Um sonho de liberdade, um choro de saudade.
Ao dobrar uma esquina, fui abordado por dois policiais. Tomei um susto. Eles estavam com suas metralhadoras apontadas para mim quando grite...