Era um domingo desses que não chovem. E que as crianças não querem ficar em casa. As ruas do subúrbio cheias. Churrasco para todo lado. A volta da praia. A espera do jogo. Ela estava num desses churrasquinhos. Era a sua festinha de aniversário. Quando aquele carro estacionou próximo ao meu fio. Mais precisamente em frente a varanda lotada. Com três ou quatro cabeças que saíram simultaneamente. Uma loura de cabelos pintados desce com a ferramenta nas mãos. Pensou que fosse tomar um tiro. Ela quase caiu pra trás. Quando a loura anunciou: Surpresa! Antes tivesse vindo um balaço daqueles. Mas não, veio os parabéns da Xuxa nos alto-falantes. E põe alto nisso. Com a cara rachada de vergonha, teve que ouvir Emoções do Roberto Carlos. E depois a sopa de letrinhas de como ela era uma ótima, mãe, mulher e esposa. Era uma homenagem. E a nossa vítima, de preta, ficou branca. Mas os vizinhos adoraram. Pois não era com eles. Ah, esqueci, e ainda tiveram os fogos.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
A Síndrome da Pós-Modernidade
Ao dobrar uma esquina, fui abordado por dois policiais. Tomei um susto. Eles estavam com suas metralhadoras apontadas para mim quando grite...
-
“Estar bem ajustado a uma sociedade doente não é medida de saúde.” Jiddu Krishnamurti Johann Hari conclui em seu livro, que a depr...
-
Eles estão lá, e lá estão elas, vidrados em seus copos, seus cigarros, suas telas. Eles estão lá, e lá estão elas, conectadas ao rádio, ao ...
-
Ao dobrar uma esquina, fui abordado por dois policiais. Tomei um susto. Eles estavam com suas metralhadoras apontadas para mim quando grite...
Nenhum comentário:
Postar um comentário