As pessoas estão nos aparelhos. Os lugares nas fotos e vídeos. Mas sinto saudade dos meus livros. Deixar uma biblioteca para trás é abandonar uma vida. Obras escolhidas à coração. Selecionadas durante décadas. Coleções de escritores fisgadas milimetricamente em sebos obscuros e empoeirados de vários lugares. Conseguidas à custa de muita disposição. Toda a linhagem artística à qual parte pertenço. E nenhuma frase sobre eles. Não sei se serviram a alguém, se foram lidos, queimados, vendidos, ou simplesmente abandonados por falta de espaço. Não vou conseguir superar esta perda. Sinto saudade deles ao meu lado. Eu abria um que havia relido diversas vezes, e era feliz. Numa época em que gente que não gosta de ler queima livros com a desculpa de não querer queimar árvores... Pressinto que por mais errante que seja, terei de carregar uma bibliografia comigo. Embora afeito aos exemplares virtuais, penso que tenho de arrastar um baú por aí, como fazia Nietzsche.
domingo, 23 de janeiro de 2022
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