Quando temos uma curtida ou vemos um meme nossos cérebros ganham descargas de satisfação instantâneas, assim como ao comermos doces, e elas nos fazem ir à caça de mais prazer. Por isso vivemos horas rolando essa barrinha aí ao lado à espera de pequenas doses de recompensa. A expectativa gera ansiedade e a superexposição às telas durante muito tempo prejudica o nosso sono, o que nos deixa mais estressados. A comparação com os outros faz com que fiquemos deprimidos. Não são mais os ricaços distantes das revistas, e sim os nossos vizinhos de porta com vidas mais "interessantes" que as nossas, numa época onde para sermos felizes supostamente só dependemos do nosso próprio esforço. O que gera frustração e culpa. As redes sociais precisam que passemos mais tempo nelas pois ganham com propagada. Então ao invés de apresentarem um conteúdo que pode desafiar nossa inteligência, elas nos envolvem cada vez mais no imediatismo de gostos e opiniões da "bolha" à qual pertencemos. Políticos, extremistas, e influenciadores desonestos em sua ânsia por audiência criam teorias conspiratórias contra os seus inimigos. O "robô do algoritmo" tendo o forte sentimento da ira como aliada, e querendo nossa atenção faz com que percamos tempo de trabalho, estudo, saúde mental, e convívio. Pensemos na bomba-relógio que é esse aparelho no bolso de uma criança ou adolescente.
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