não tem nada. foi atrás de alguma coisa. 45 graus na Presidente Vargas pira o cabeção de qualquer um. pão com manteiga e café no estômago. tontura. luzinhas azuis, e vermelhas. envelope pardo debaixo do braço. longas caminhadas. intestinos relaxados. dor de barriga. MacDonald`s. você finge que está falando com alguém no celular que está a sua espera no segundo piso. tampa pro banheiro. o carinha de uniforme nem vai notar. o sanitário do CCBB tem cheiro de eucalipto. esquece restaurante, e bar. esses caras não tem coração. pastelaria de chinês, nem pensar. agora, e o cafezinho? cai pra um sindicato ou pra uma associação. ainda mais se for algo cultural, sempre rola um pessoal marxista, meio cristão, que fala de ditadura, usa barba, e é magoado com o PT. mas o melhor de tudo, socializa o café. pergunta sobre futebol, eles adoram falar sobre futebol para se sentir parte do proletariado. faz alguma pergunta imbecil sobre alguma coisa que não se resolve ali, e cai fora. o cafezinho do Ecad era o melhor que existia. não sei se ainda é assim. mas alguém sempre grita: o podrão no Carioca, dois real, tô partindo pra lá! e é aquela correria. um atropelando o outro. botando o pé na frente pro outro cair. todo mundo com medo que acabe o pão. é aí que você vê o caráter do brasileiro. filipeta de puta. telefone público com foto de travesti. profetas enlouquecidos. você pergunta o preço que lê na placa para ter certeza. confere de novamente se as moedas ainda estão no bolso. o vendedor esfrega o valor na sua cara, como quem diz, eu sei que você só tem duas moedas e mais o RioCard! a pergunta: linguiça, ou salsicha? ouriça os pombos com quem você vai travar uma batalha por causa das batatas-palha. caju, ou maracujá? caju que maracujá dá sono, você diz, mas é mentira, é porque o de caju é mais aguado. se conseguir vencer os pombos e ainda tiver tempo antes da entrevista, ou da reunião, eu te dou uma dica. põe o traseiro num banco do Campo de Santana, e conheça o tédio de verdade.
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Esse Centro da cidade... tem muito artista de renome que passa por ali como quem vai ao zoológico, numa viagem antropológica de "falar sobre futebol" = "proletariado". Esse orelhão que tu falou aê: por dentro é cheio de filipetinha de puta, de travesti, uma loucura visual mesmo. O artista vai ali, tira uma foto, igual a de todos os outros artistas do "futebol-proleta". Daí, vi um vândalo de passeata em plena fúria proleta _descontando justamente em cima de um orelhão!! Cara, isso não se faz, orelhão tá em extinção!! ou... talvez eu seja um artista, desses q fala de orelhão "=proleta"... o proleta atual vai de celular mesmo...
ResponderExcluirValeu vamos nessa poeta.... com certeza!
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