Faz calor. Estou no quarto. O chão é de ladrilho. Deito ali sem
camisa. Não adianta. Acordo suado. Boto o ventilador em cima de mim. Ele ri e
sopra um ventinho de vez em quando. Um calor dos infernos, eu digo. Não dá para
ficar na sala perto da janela; pois é onde bate o sol. As moscas atacam. Moscas
do inferno, eu digo. Nesses dias em que estamos lesados pela quentura,
elas usam essa tática covarde de guerra. Não dá para ficar em lugar algum. O
termômetro zomba da gente marcando quarenta e cinco graus. Ele sabe que a
sensação de calor é bem maior que isso. O motorista passa a toalhinha na cara.
O cara no elevador diz: tá abafado. A fumacinha sobe do asfalto da Avenida
Presidente Vargas. Eu penso que deus deu uns moles. Podia organizar tudo.
Chover toda segunda de madrugada para não atrapalhar ninguém. E sem essa de
quentura. Fodam-se os eco-chatos e suas teorias. Agora eu só quero matar essa
mosca desgraçada que não me deixa escrever.
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...se superando a cada dia...muito bom.
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