quinta-feira, 7 de março de 2013

Mais Leitura. Menos Televisão.

assisti um documentário em que um cara diz que a leitura é a atividade mais criativa dos seres humanos. quando a diretora de uma escola municipal aqui da Penha, que tem uma das avaliações mais altas ao longo da história, foi indagada sobre o aproveitamento dos alunos, ela disse que a diferença é que uma vez por semana durante meia-hora, eles podem escolher o que quiser para ler. é uma tradição da escola. assisti num programa de tevê, um casal que educa seu filho em casa, com ótimo rendimento, dizer que ele não é obrigado a estudar, e sim a ler o que quiser durante meia-hora todos os dias. Machado de Assis. autodidata. Nelson Rodrigues. autodidata. Plínio Marcos. autodidata. e por aí vai... não tenho dúvida que o que fez a diferença na vida desses ídolos foi a leitura, e o convívio com a palavra. mesmo num tempo em que ainda existia educação no Brasil. um dos filhos de outro casal que foi educado em casa, passou no vestibular de medicina (acho), aos doze anos de idade, só de sacanagem, para mostrar que era capaz. e hoje ele, e seu irmão tem uma carreira bem sucedida na área de informática. é lógico que não se trata apenas disso. embora toda obrigação seja um porre. pois o pai do moleque que é obrigado a leitura diária, diz que a escola não educa o alundo para ser humano. é isso que a leitura, sem direcionamento, faz. ela quebra barreiras. preconceitos. abre as portas para o senso crítico e para a criatividade. pois ter habilidade, é diferente, de ter sabedoria. a educação formal, na maioria dos casos, te dá habilidades. mas não sabedoria. um prêmio Nobel pode ser um imbecil com o qual eu não consiga trocar um dedo de prosa na Rio Branco. nesta época de democratização da informação. a busca do conhecimento tende a ser ignorada por todas as facilidades embutidas nela. basta ver o que as pessoas mais procuram na internet. então quem tiver conhecimento, terá tudo. como sempre. leia em pé no ônibus. sentado na privada. ou enquanto espera na fila. sempre há um espaço para a leitura. e por mais insignificante que ele seja, daqui a algum tempo você verá que aquilo que leu naquele livro, irá servir para alguma coisa. televisão não. a televisão explora o sensacionalismo. com rara exceções. e noticiário faz mal ao espírito. evite principalmente os noticiários.

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