quinta-feira, 2 de junho de 2011

A Crase

Levei meu texto para esse escritor ler. Afundei naquele sofá que me deu uma sensação de desequilíbrio. Escritor novo é foda. Ainda mais com essas novas tecnologias. País que ninguém lê. Pirataria. Filmes 3d. Ele me olhou como se eu fosse um passa fome. Não que eu não seja, mas jogar assim na cara é foda, né? Depois mudou a posição das pernas, tirou os óculos e disse: você só fala do teu bairro. E eu: é... Eu só falo do meu bairro. E pensei que nunca viajei de avião e queria viajar de avião. E que não conheço ricos depressivos ou policiais em crise. Ele me disse: gostei do teu livro, você escreve bem. “Eu escrevo bem”, pensei. Mas tem que melhorar o português, o texto está cheio de erros, sobretudo a crase, falou num muxoxo. Ele estava preocupado com a crase.

3 comentários:

  1. A Crase foi só uma desculpa, ele estava era em Crise!!!

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  2. Neguem fica investigado os terríveis erros dos editoriais (editores), e diversos outros meios textuais em busca de algo assim _ como a crase _ que incomode a ponto de não prestar atenção às notícias. Diga-se de passagem que quando um sujeito vem a ser um ser periférico já o fazem com subjugo.

    Para não ser um incauto da ignorância alheia, na dúvida, use a correção por um dicionário e o world.

    Sema mais...
    Vamos que vamos e manda vê!

    By Feijah’N

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  3. O capítulo 22 do livro "Todo mundo é Jhow!", de Delano Valentim II, está disponível para download. Leia algumas páginas do primeiro colocado na categoria romance do "Edital Novos Autores Fluminenses - 2010/2011" da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro: http://www.mobileditorial.com.br/?p=397

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