sexta-feira, 12 de maio de 2017

Uma Palavra...

Ele vivia perdido no alto de uma pilha de livros
Mas no cume da pilha, não havia sentido.
Ele vivia perdido num mundo de palavras
Mas no meio das palavras, ele não se encontrava.
Ele vivia perdido para um mar de gente
Mas para um mar de gente, ele era indiferente.
Ele vivia perdido para uma pá de olhos
Mas por um par de olhos, ele perdeu seu espólio.
Ele vivia perdido por enormes narinas
E essas enormes narinas estão sempre por cima
Ele vivia perdido para tantas mentes brilhantes
E essas mesmas mentes brilhantes se julgavam diamantes
Ele vivia perdido para uma porção de bocas
Que disparavam palavras... Igual metralhadora.
Palavra que mata. Palavra que mente.
Palavra que humilha. E que fere a gente.
Palavra que se arrepende, mas que magoa.
E palavras ao vento, que são ditas à toa!
Um mundo que se acaba por causa de uma frase.
Assim como um tolo, que teme à falta da crase!
Uma palavra tem que ser pensada.
Uma palavra tem que ser dilapidada.
E não pode ser dita a toda hora...
Assim... Do nada!

Foto By Thiago Valentim

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