quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Eu Prometi Levar A cabeça Dele... - Capítulo V

Ele que passara a pior época de sua vida num... Sabia muito bem disso, quem sentia ânsia de vômito, ou vomitava por causa de uma bebida mais forte, como uma porcaria de licor de menta qualquer, não podia beber a água barrenta da guerra, quem com um simples balançar de ônibus sentia o estômago embrulhar, quem não podia ver sangue, nem ver os corpos dos amigos metralhados, ou quem sabe ver a cara de um soldado momentos antes do seu corpo voar pelos ares, com toda diligência, as pessoas fazem um olhar triste pouco antes de morrer, os soldados movem o rosto para o lado. É como se virassem crianças. Tem mãe que se mata quando fica sabendo que o filho morreu assassinado na guerra. Mas se ela visse a expressão que todos eles fazem antes de levar um tiro, iria abrir uma cratera em seu coração. Segundos antes as pessoas sabem que vão morrer, mesmo quando não são avisadas. Igual àqueles gatos que se posicionam atrás da porta antes do dono chegar. Dos elefantes que se afastam para morrer. Ou dos macacos que se protegem com as mãos antes da pancada, e que se parecem conosco até no momento da morte. Eles têm a mesma expressão. Deve ser uma proteção a dor, como algumas pessoas que sofrem acidentes e acordam no hospital sem ter sentido dor. É igual à esperança de se encontrar com alguém depois da morte. Ou morrer dormindo feito um passarinho. Enzo assistiu Sophie colocar para fora o resto de suas tripas, e voltar caminhando em sua direção. Ela se sentou no carro. Ela devia ser o tipo que não aguentava o sol em cima do corpo, nem pôr os pés na areia da praia. Ele perguntou a ela, meio que brincando, meio que sério, até porque quando dissesse quem era ele na televisão ela logo o reconheceria, e o delataria por qualquer recompensa. Então era bom saber se existia alguma possibilidade dela desistir dessa idiotice. Mas para descobrir se ela iria fazer realmente, isso, Enzo não precisava de nada mais, nada menos, que conversar com ela olho no olho. Sophie se sentou no carro, e fez uma expressão de quem havia passado. E no seu olhar não havia nada que denotasse medo, aquilo era só parte da aventura, mas, uma mulher histérica dela teria gritado feito uma vaca. Ia abrir a porta, e dar no pé correndo no meio dos carros. Ele teria que dar um tiro nela antes que ela alcançasse o outro lado da pista, e conseguisse fugir, ou fosse atropelada por um automóvel. Na esperança de contar o quê viu. Alguém que se chocasse com uma cabeça cortada, logo ia querer fugir. Mesmo porque Enzo era capaz de identificar o milímetro esgar de nojo no canto da boca de muito bandido considerado excessivamente frio em suas ações... Como aqueles que mereciam uma medalha por roubar um banco desarmado e se fazendo passar por funcionário do banco. Ele ganhava todo mundo na expressão. Teriam que ser aproveitados pelo governo. Assim como eram aproveitados os hackers. De uma dondoca então... Nem se fala! Era como se eles se perguntassem. Cara, porque você fez isso? Ele disse, ele havia comido a mulher do patrão. Ele já havia aprontado pra cima de mim, também... Então quando telefonaram lá pra área, dizendo que haviam pegado, e matado ele aqui, eu prometi ao patrão que levaria a cabeça dele.