domingo, 15 de dezembro de 2013

O Morcego!

a vizinha estava com a cara na janela. ela disse: tem um bicho aí no portão... eu disse a ela: é um morcego... e pulei o tal com medo do mesmo. o sol das três da tarde corta toda a onda. quando entrei em casa ouvi uns berros. olhei pela janela, e vi um velho correndo de um lado para o outro junto de outros adolescentes. eles estavam sendo atacados por outro morcego, que logo passou a dar um voo rasante em direção ao morcego que se encontrava preso ao portão. não sei como ele conseguiu resgatar o outro, e subiu voando com alguma dificuldade. e sempre que eu conto esta historia, as pessoas fazem esta cara de quem pensa, nossa, como é mentiroso! é, mas você tinha que ter visto a cara que eu fiz ao assistir a cena!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Amy Winehouse...

conheci Amy Winehouse na Carnaby Street, em pleno fog londrino. vivendo numa espécie de Swinging London. naquela época ela era uma menina branquinha, e corada, que fumava erva, e bebia um pouco igual todo mundo. conversamos sobre música a madrugada inteira. tínhamos amigos em comum. ela disse adorar grupos vocais femininos antigos, como as Shirelles,  as Roonetes. e grupos femininos de hip-hop como Salt N`Pepa, e TLC. ela conhecia muitas cantoras de jazz. eu disse a ela que gostava de Billie Holliday. Amy disse que tocava guitarra, estudava numa escola de música, e bolava umas letras. depois de termos rondado por alguns pubs... eu e meus amigos levamos Amy e a sua amiga até o ponto, para que elas voltassem a Canden. e após telefonar de uma cabine vermelha típica de Londres. Amy subiu num daqueles ônibus vermelhos de dois andares, típicos de Londres. eu ainda me lembro o sorriso daquele menina agradável na janela, acenando...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Grafiteiro e o Filósofo...

existe um belo grafite numa passarela próxima a minha casa. nele, um velho rastafári segura um livro, e este livro ilumina o seu rosto. todos os dias eu olho aquele grafite, e penso o quanto eu queria ter a sabedoria que aquele rasta me transmite... eu havia encontrado o filósofo no meio do caminho, e ele havia me dito para tomar cuidado com o escrever por vaidade, e que não escrever, também era escrever. mas aí depois encontrei com o grafiteiro, um dos que assinaram aquela obra prima. eu disse a ele apertando a sua mão, obrigado, todos os dias admiro aquele grafite... ele me perguntou: qual? o do rasta em frente a passarela! ele sorriu, e disse, maneiro... mas é preciso compartilhar...