quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Passeio de Bêbado

hoje no período da manhã conversei com uma bêbado que não quis se identificar, e ele me contou que de  madrugada dormiu no ônibus. pegou o 355 no ponto final na Praça Tiradentes, foi até o ponto final em Madureira, e depois voltou. e nada de descer na Penha onde era o seu destino. em depoimento perante a esposa, o meliante confessou que não é a primeira vez que isso acontece. e sim a terceira. eu já ouvi aqui na Penha outras histórias com o mesmo final. será que está surgindo uma nova modalidade... passei de bêbado? 

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Até Pensei, Chico Buarque...

quando eu era adolescente um moleque tinha um vinil antigo do Chico Buarque. aquele que tem o Pedro Pedreira e A Banda. A Banda tocava duzentas mil vezes por dia. eu tô nessa ouvindo os primeiros discos dele. não sou especialista de porra nenhuma. mas aquela música Até Pensei, ou a gravação, é de um lirismo absurdo, e esmagador. que nos joga numa época de um Brasil onírico. de um Brasil pacato e de um subúrbio com casas de varanda e cadeiras no portão, como está descrito em Gente Humilde. era o Brasil que talvez Getúlio Vargas (não xingue a mãe do rapaz), sonhava. e que vivia na nossa imaginação através das chanchadas e dos artista da nossa era do rádio. esse é o subúrbio que eu como suburbano queria, lírico. chegar em casa com o pão da tarde embaixo do braço, e ainda ter tempo de assistir o jornal com Cid Moreira e a novela das 8 com a família. hoje isso é irreal. achei a música Subúrbio do disco Carioca extremamente triste para o subúrbio real que eu conheço, e que é mais cocainômano do que a zona-sul. isso, sem nem tocar nas favelas localizadas na ZN. e não me digam que o Chico Buarque é classe média pois eu sei disso. só que o alter ego dele, é de um homem preto e pobre que se transfigura numa mulher de mesma origem. pois quando eu ouço Quem Te Viu Quem Te Vê, eu me pergunto como ele sabe daquilo? e como ele sabe que a mulher espera o homem no portão, como a minha mãe esperava o meu pai? não nego que tenho alguns preconceitos. e pensar que isso pode ser mostrado até numa novela. talvez. talvez o porteiro tenha dito a ele... ele frequentar o subúrbio acho difícil. independente disso tudo tem que se ter uma sagacidade muito grande para se falar de algo que não viveu de maneira convincente. eu li em algum livro que quando ele era criança dizia querer cantar samba como os pretos do morro. parabéns. você conseguiu Chico Buarque.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Ser Artista É Pior Do Que Ser Mendigo!

eu tava lendo um livro perto da minha janela. tem um preço morar no primeiro andar. eu sou o alvo preferidos dos Testemunhas de Jeová, carteiros, gente desocupada e caras da Light. esse cara com a voz do Azambuja chegou na Janela e me pediu. irmão, desculpe atrapalhar o teu lazer. mas na humilde, fortalece um pão com manteiga e um café com leite. pô, e uma blusa que essa aqui tá fedendo e tá maior calor. fui pra cozinha e preparei um Big-Mac de pobre, e um café com leite. quando eu fui pegar a blusa, a primeira que eu vi foi uma do Sarau de São João de Meriti. Poesia de Botequim. e pensei. vou dar a camisa do evento pro cara. quase não uso porque é quente ("bondade"), depois pensei melhor. eu não vou dar a porra dessa camisa de Poesia de Botequim pro cara senão vão pensar que ele é artista. o cara já tá fudido,  mas se pensarem que é artista ele vai ficar estigmatizado! Vão dizer: tá vendo no quê dá essa vida de artista! o pior dos fracassos para uma família pobre é um filho querer ser artista, aos olhos daqueles cretinos que não perdem um concurso público para ter um lugar onde se encostar antes de morrer. e fazer justamente aquilo que o Raul Seixas dizia não desejar para nenhum ser humano. e passar o resto da vida sem fazer porra nenhuma que preste, mamando nas tetas do nosso governo. vermes! eca... é melhor pensarem que ele é um otário chifrado e que a loura do funk levou tudo dele embora. ou que ele ganhou na loto e torrou tudo com bebidas, pó e putas. mas se disserem que ele é um artista. ele tá fudido. como diria o deus Henry Miller: "na sociedade o artista é menos tolerado do que os ex-presidiários". 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

O Manuel Bandeira Me Disse...

...ali pelos anos 90 eu ia à Lapa encontrar com o pessoal do hip-hop que ficava na praça em frente aos Arcos no escuro fumando maconha, e conversando. de vez em quando apareciam alguns punks. nessa época conheci um poeta. era um coroa branco, barbudo, e um pouco grisalho. ele fazia alguns eventos na Febarj dia de semana, e colocava a gente pra cantar. não dava ninguém. mas o encontro em si, e a troca  de ideias valiam absurdamente. um dia este poeta me disse: para escrever é preciso maturidade! E completou, Manuel Bandeira me disse isso. enquanto ele limpava a barba, eu perguntei: você conheceu o Manuel Bandeira?! não, ele respondeu. eu li! quando terminei o meu primeiro romance me lembrei do que o poeta me disse. pois desde a minha adolescência todas as tentativas de escrever um livro haviam caído num vazio patético. não que a minha vida seja lá muito emocionante... e tenho consciência de que não sou digno da palavra escritor. O ofício sagrado... mas eu acho que quando o Manuel Bandeira me disse isso, ele estiva se referindo ao exercício da escrita...

Eu Matei Um Homem!

eu viajava num desses bancos altos que ficam próximo a saída. quando esse cara surgiu na minha frente e anunciou o assalto. nem entendi o que ele falou, eu estava viajando, ouvindo uma música do Zé Ramalho num desses aparelhos que fazem tudo. mas eu vi o revólver e a expressão de ódio no rosto dele. aconteceu alguma coisa lá na frente. acredito que um velho não tenha dado o relógio. ou uma menina tenha gritado. ele olhou para o seu comparsa, e numa fração de segundos eu peguei o revolver e atirei. Não dei o tiro com medo da retaliação. hoje em penso que podia ter rendido o cabra. e nem disparei porque queria acabar com a vida dele. E sim porque foi um movimento veloz e instintivo. o comparsa fugiu. ele caiu estatelado, morto. um tiro no meio da barriga. os passageiros comemoravam. quinze minutos antes eu era um dos homens mais felizes do mundo. e quinze minutos depois era um assassino. havia tirado uma vida. e iria carregar aquela morte em minhas costas até o último dos meus dias. não importa que as televisões digam que os passageiros me aprovaram, e que os especialistas em segurança me reprovaram dizendo que esse foi apenas um golpe de sorte. e que não se deve reagir nunca. ou que eu vá a programas de auditório e seja tratado como um salvador da pátria. a única coisa que eu sei, é que eu matei um homem... e não queria ter feito isso!

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Menina Branca Até 3 Anos

É a preferência dos casais que decidem adotar crianças no Brasil.

Destino Ou Livre-Arbítrio

entrou por uma rua diferente ao voltar para casa. na excitação ela decidiu não usar a camisinha diante do homem que dizia amar. o menino foi a igreja. a menina resolveu escolher outra matéria. o rapaz esperou a hora do jogo sentado. ele atravessou a rua minutos antes. o outro decidiu comprar um bilhete de loteria para trocar o dinheiro. a senhora preferiu ir no ônibus que vinha atrás. pois o da frente estava lotado.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Num País Que Ninguém Lê...

o que se lê é a placa dos carros. as pichações nas paredes. a propaganda dos outdoors. as legenda dos filmes. as páginas dos esportes dos jornais de meia hora que custam cinquenta centavos. e que dão um resumo da notícia, com uma bunda na frente, sem maiores detalhes sobre ela. é quase um twitter, se quiser saber mais clica no link aí do lado. e dos notícias populares com seus cadáveres banhados a sangue. se lê o obituário. e o diário oficial com a esperança de que o nome esteja classificado no concurso. assim como sê lê a lista de aprovados no vestibular. se lê propaganda nos muros das estações de trem. se lê notas fiscais. se lê o horóscopo. o resumo das novelas, e as revistas de fofocas sobre a vida dos artistas. se lê as bíblias com interpretações dos devidos sacerdotes. E best-sellers. 

A Literatura

eu não sei mais o quê é realidade e o que é literatura. as vezes caminhando num dia de sol numa das ruas do meu bairro, tenho a impressão de ser o personagem de um livro que ainda será escrito. e as vezes sentado em meu sofá, lendo, e ouvindo os trens na linha férrea, por alguns segundos me transporto para o seculo retrasado. isso é sinal de que eu estou livre, livre! vocês não conseguiram me acorrentar com as suas ideias... ideias essas, que eu ajudo a compor. sei que não importa o que eu faça, sou um um artista. e sei que sou "mais feliz" (felicidade é um conceito complicado) do que a maioria das pessoas que conheço. por fazer o quê nasci para fazer. embora se pudesse voltar num tempo, anterior a esse em que vivemos, provavelmente seguiria outra forma de aprendizado, menos doloroso.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Dez Por Cento De Vida!

toda a sua vida passa por sua cabeça. mas dizem que isso acontece quando a pessoa está para morrer. o filho grita enquanto joga. pai, só estou com dez por cento de vida! desde a infância desgraçada. esse sempre foi o percentual que ele teve para acertar. mesmo naquela peneira com uma porção de meninos. talvez com todo mundo seja assim. ele está próximo de se aposentar. sabe que se acertar esse último tiro, tudo pode mudar tremendamente. todas aquelas pessoas vão fazer com que ele se sinta nas nuvens. talvez em retribuição por elas se sentirem assim. é o último minuto, e o último chute do último jogo. o time adversário tem a vantagem do empate. ele caminha até a bola como num ritual e a fixa no chão. toma distância. se acertar será o herói da nação no dia seguinte. se errar vai passar o resto da noite explicando o que não tem explicação. vai dormir com a cabeça quente. talvez tenha que mudar de cidade e clube de novo. tudo o que não deseja. ele pensava que depois que se tornasse profissional, as coisas seriam mais fáceis. ledo engano. elas parecem mais difíceis. assim como no jogo do filho a cada nova fase o jogo se torna ainda mais complicado. ele chegou até ali por ter aceitado esses desafios. olha para a maior torcida do mundo, no maior estádio do mundo, e vê que ela balança as mãos como se enviasse energias positivas para o seu batedor oficial. corre e chuta. fica olhando o trajeto da bola, que em câmera lenta passa por cima da barreira, e em seu trajeto faz uma curva em direção ao gol. o goleiro se estica todo. por um segundo ele consegue ouvir o silêncio. quando percebe que a bola entra, corre desnorteado. não sabe mais para onde correr... todo mundo corre para todo lado... ele está louco de emoção ao ouvir aquele monte de gente gritando. faz a única coisa que vem em sua cabeça. se joga na grama, como se agora pudesse descansar.

domingo, 10 de fevereiro de 2013

A Mala No Quintal

a mala cheia de dinheiro estava no quintal da minha casa. jogaram por sobre o meu muro. não tive dúvida, e me encaminhei direto para a delegacia. devolver aquela dinheirama toda. as notas de cem faziam cócegas entre os meus dedos. eu sabia que talvez elas não voltassem para o seu destino de origem. para as mãos que haviam arremessado. o delegado me fez as perguntas de praxe. eu não sabia a procedência da grana. se soubesse talvez não estivesse ali. ele disse que polícia ia investigar o caso. algum alcaguete comunicou a impressa. eles se dirigiram a delegacia, e enfurnaram os microfones na minha boca, como fazem com os políticos envolvidos em escândalos. não disse nada. não engoli muito aquele história de papai noel, de algum rico empresário ajudando pessoas pobres. a falta de uma declaração, foi dada como uma prova da minha integridade, ao recusar os meus cinco minutos de fama pelo meu feito. havia me tornado um exemplo a ser seguido. a honestidade é a exceção. eu estava era fulo da vida por não poder ou não ter coragem de ficar com o dinheiro. fiquei foi com medo que as cédulas pertencessem a ladrões em fuga, que talvez voltassem para buscá-las. sei muito bem que o dinheiro pode ser rastreado pela sua numeração. não queria passar pelo que passou aquela gente da cidadezinha em que caiu um avião recheado de bufunfa. polícia, bandido, tudo foi atrás do faz me rir. não ia dar uma declaração dizendo que não havia ficado com a farpela por causa de meus escrúpulos. pois na situação em que me encontro, não recusaria dez pratas. na capa dos jornais estava escrito, O Homem Honesto. sou honesto sim, mas não pelo motivos apregoados.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

O Garoto da Bicicleta

ele pedala pela rua principal do centro da cidade. o centro da cidade todo é esta rua. é uma cidade pequena do interior. uma dessas cidades que crescem em volta de alguma fábrica. a única diferença é que onde ele vive tem cachoeira, e faz frio. pois fica no alto da serra. enquanto o Garoto da Bicicleta pedala passando o canivete nas portas das lojas que estão fechadas, pensa que se o Gordo estivesse por perto eles poderiam jogar videogame. ou quem sabe andar de moto com o Cérebro e o Cabeça. Mas não. foi todo mundo para o litoral atrás daquelas praias. e daquela balbúrdia. todos eles atrás dessa festa idiota. só ele não foi. e mesmo o Velho Comandante estava fora com os netos. o Garoto adorava parar na barbearia para ouvir aquelas histórias de marinha. ele deu meia volta com a bicicleta. parou na esquina, e imaginou que talvez deveria tentar ler um daqueles livros que a sua mãe mantinha na estante contra a vontade de sua pai. a mãe dizia: as palavras ficam! e o pai: são apenas um monte de palavras empoeiradas... quando foi visitar a avó na capital, ele entrou numa livraria enorme com a mãe, e chegou a conclusão de que existiam muitos escritores. e que se a mãe insistia tanto para que ele lesse, e se todos aquele caras e aquelas mulheres também perdiam tanto tempo a escrever, devia ter alguma importância naqueles livros. ele ia deixar de preguiça. e iria tentar ler um livro pela primeira vez. pedalou de volte em direção a casa.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Ele Não Faz Festa

o menino está sentado na cerca de madeira. ele tem uma bermuda que vai até um pouco abaixo do joelho, e sapatos antiquados. os cabelos desgrenhados e as sardas. ele se chama David ou Miguel. algum nome bíblico. embora a sua família não seja cristã, e o seu pai seja um sacerdote de uma seita, como dizem os crentes. o menino vê a procissão, o cortejo, a passeata, não sabe muito bem o que se aproxima. eles usam máscaras e fazem festa. ele está sentado na cerca que fica na estrada de terra do outro lado da beira do rio. o menino é da roça. roça, não. ele diz. não gosta que chame o lugar onde mora de roça. mas quando eu digo roça, não falo com preconceito. é apenas um jeito carinhoso de lembrar do cheiro de terra, de acordar com o galo, do bolo de milho e da comida no fogão de lenha, que tem um gosto especial. ele olha para a menina que está no entrudo. ela olha para ele. ele pensa que não sabe porque não participa dessa porcaria de festa. ele olha a menina que olha dentro dos seus olhos enquanto a mãe a empurra, e ele pensa que se fosse por ela, ele participaria dessa porcaria de festa. e deus não ia tá nem aí pra isso. ele tem mais o que fazer. mas quando tiver aula a menina vai ser uma das pessoas, que vai espalhar para as outras pessoas, que ele não participa da festa.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

O Fim Das Palavras...

eu vejo as palavras sumirem após a digitação. então viro para olhar o caminhão de lixo que faz barulho próximo a minha janela. depois que leio, lixo extraordinário, as palavras somem. de repente ao olhar o boné que descansa no braço do sofá, percebo que o nome impresso em sua aba desaparece. não é um bloqueio criativo. não é como sentir a angústia de viver num país onde se lê pouco. não é como estar cego, ou de mãos atadas. não é como escrever algo, e depois não gostar. e não é como não entender o que está sendo dito. não existem mais as palavras. acabou. as pessoas falam. você vê os seus lábios em movimentos, mas não ouve o que elas dizem. as palavras pulam como pipoca na sua frente, e desaparecem como bolha de sabão, e não importam mais os erros ou os clichês. é como se diminuíssem o volume suficientemente para não se ouvir mais nada do que o outro diz. é o fim das palavras. e isso é pior do que o medo do livro eletrônico. talvez a gente volte a tradição oral. antes se sabia onde armazenar conhecimento. mas, agora, com o fim das palavras...

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Trilogia (Fim)

No último ano ele relutou mais. Ao mesmo tempo sabia que era o seu inconsciente tentando dominá-lo. No dia do lançamento do livro estaria lá. O terceiro. O último da série. Da trilogia. E o último capítulo dessa sua trilogia tresloucada. Era vítima da mesma obsessão acometida por Beatriz a Dante Alighieri. Ouvia o seu interior agitado. Embora pessoalmente fosse um tímido incapaz de pronunciar uma palavra e temeroso até mesmo de abrir a boca. Clichês. Os conselhos suburbanos vinham à tona. Casamento se acaba até na porta da igreja! Filho não segura ninguém! Ele fez o mesmo trajeto sem olhar para o balcão. Pensou novamente que ela podia ter morrido, faltado ou sido mandada embora. Mas não se entreteve com esses pensamentos. Foi até a prateleira com uma nova determinação. Dessa vez, ruim de tudo, estaria livre. No mais, não havia o que temer. O escritor havia dito que esse era o último da série e ponto final. Ele olhou para o caixa. Ela havia cortado e pintado o cabelo. Estava mais bonita e vestia uma jardineira. Ele olhou para ela e o coração deu aquela porrada. Ela olhou para ele e ele sentiu aquele mesmo olhar primário de admiração. O rosto dela se iluminou de maneira que deixasse bem claro o prazer de ver aquela pessoa. Ele pagou. Ela disse: é o último. Sabe aquela esperança ridícula a qual temos que nos agarrar às vezes, então, ele se agarrou a ela. E a menina disse: espero que dessa vez você me convide para tomar um café. Ele disse: sim, claro. Ela disse: chega aqui nesse mesmo horário. É mais ou menos no fim do expediente. Ele disse: até amanhã, então. Ela compreendendo a sua timidez respondeu: até amanhã. Ele saiu veloz para que ela não gritasse o seu nome o chamando de volta. Essa noite um rapaz naquela cidade não iria dormir de tão ansioso que estava.