quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Faroeste Caboclo

Naqueles dias Douglas andava feliz pelo conjunto. E todo mundo olhava para ele com uma admiração invejosa. Inclusive os moleques que deram uma trégua nas desavenças. Nem ser o perna de pau da pelada podia embaçar a sua imagem. E quando se via o moleque em pé na esquina ou e em qualquer calçada estufando o peito, ninguém pensava que ele fosse metido. Apenas que estava gozando os louros da fama. Talvez algum desavisado da rua pudesse perguntar: porque que o Douglas tá tão metido? E nós tivemos que engolir aquela marra dele durante séculos. Mas até hoje quando fica bêbado ele começa com a mesma ladainha: hei, lembra de quando eu decorei a letra de Faroeste Caboclo? Hein, lembra? Ele foi o primeiro maluco a decorar aqueles nove minutos de versos. É como se ele fosse um dos autores da letra. E ele fala do Renato Russo com uma intimidade que parece um parente próximo. E no dia da morte do saudoso poeta, ele chorou um Rio Amazonas inteiro.

Um comentário:

  1. O capítulo 22 do livro "Todo mundo é Jhow!", de Delano Valentim II, está disponível para download. Leia algumas páginas do primeiro colocado na categoria romance do "Edital Novos Autores Fluminenses - 2010/2011" da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro: http://www.mobileditorial.com.br/?p=397

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